Federação de obstetras e ginecologistas milita pela legalização do aborto como ONGs radicais

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O papel da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) na militância em prol do aborto, a despeito da opinião de, provavelmente, a esmagadora maioria de seus associados que os sustenta, não deixa de ser um mérito de um plano de infiltração bem executado e financiado pela indústria do aborto, que visava transformar a classe médica em “parte da solução”, ao invés de “parte do problema” [1].

Conforme explica a própria a ex-presidente da FIGO (Federação Internacional de Obstetrícia e Ginecologia) e também ex-aborteira da Planned Parenthod Canadá, Dorothy Shaw, o trabalho dessa agenda conta, há anos, com apoio da IPPF (International Planned Parenthood Federation – federação da maior clínica de abortos do mundo), da ONG Ipas (tradicional ONG militante pelo acesso ao aborto), IWHC e Fundação Packard. Está (e esteve) formalmente estabelecido em seus planos, que as sociedades de obstetras deveriam ser parceiras no processo de sensibilização pelos direitos sexuais e reprodutivos [1].

O mesmo é ratificado em uma apresentação da FIGO, em grupo dedicado à infiltração e advocacy pró-aborto junto as sociedades de obstetras, descreve como meta/objetivo: “Engajar obstetras e ginecologistas para que deixem de ser “parte do problema” e se tornem “parte da solução” na pauta da expansão ao acesso do aborto legal [1].

Até que ponto tiveram sucesso nesse plano?

Um plano tão bem financiado quanto articulado, há décadas, não poderia ter resultado mais satisfatório.

Enquanto se sabe que a maioria dos médicos no Brasil é contra a legalização do aborto [1], a Federação das Associações de Obstetras e Ginecologistas (Febrasgo), milita de forma tão radical que mais parece uma daquelas ONGs repletas de feministas radicais que, em geral, não possuem qualquer embasamento médico ou compromisso com qualquer tipo de ética profissional atrelada à juramentos [como fazem os médicos].

A Febrasgo está de fato investindo pesado na pauta. Militou na audiência do STF (ADPF442), organizou o evento médico internacional FIGO Rio 2018, que pode ser considerado o congresso de medicina mais ideológico que já se teve notícias, e agora em 25 de outubro participou de mais um evento, Fórum de Debates sobre Descriminalização do aborto.

A “argumentação” pró-legalização da federação de obstetrícia e ginecologia

Se você esperava ver uma argumentação mais rebuscada ou técnica do que a usada por ONGs feministas, superestimou as capacidades dos médicos a frente desse combate. Apesar da formação em medicina e gineco-obstetrícia, a Febrasgo reproduz o mesmo discurso das feministas.

Creem, por exemplo, no estudo PNA 2016, feito por militantes pró-aborto, que trouxe estimativa de abortos clandestinos de 503 mil ao ano para 2015. Esse número, como admitem os próprios autores da pesquisa, pode incluir um número [completamente incerto] de abortos espontâneos e seus dados se chocam com diversas outras pesquisas amplas e mais confiáveis sobre saúde pública no Brasil, como os PNS/PNDS 1996, 2013 e 2016 do Ministério da Saúde. A cifra também representa aproximadamente 15% das gestações anuais do país, um percentual que é bem superior ao percentual médio de gestações que terminam em aborto mesmo nos primeiros anos de aborto legalizado, em diversos países do mundo.

Contudo, na peça que a Febrasgo enviou para o STF, falam tanto nos 503 mil abortos ao ano no Brasil quanto em supostos estudos que projetam 3 milhões de abortos clandestinos para toda a América Latina. Esses 3 milhões de abortos na América Latina, contudo, se baseiam na estimativa de abortos da metodologia AGI que projeta aproximadamente 1 milhão de abortos clandestinos só para o Brasil. Uma grande farsa, como já foi demonstrado. [2].

No documento enviado para o STF pela Febrasgo em defesa do aborto legal vemos também, que referendam os estapafúrdios argumentos do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), em que se considera a proibição ao aborto uma violação aos direitos das mulheres e princípios fundamentais como,  [pasmem! ],  “a dignidade da pessoa” e “direitos fundamentais à inviolabilidade da vida”. Isso mesmo, na mente tresloucada da ideologia pró-aborto, não ter o direito de matar um bebê com 12 semanas é que vai contra o princípio da inviolabilidade da vida e a dignidade da pessoa humana.

Por caridade, explicamos aqui o raciocínio abortista que leva a tal afirmação absurda: ao partirem da premissa errada/mentirosa de que o feto não é uma vida humana e de estatísticas manipuladas, de que milhares ou milhões de mulheres morrem ao ano tentando eliminar tal aglomerado de células, argumentam que manter a prática como crime mata mulheres. Esse raciocínio pode ser compreensível quando vindo de estudantes de humanas em universidades brasileiras repletas de ideologias onde se produz tese de doutorado sobre orgias homossexuais,  por exemplo, mas definitivamente não é compreensível quando vindo de médicos obstetras de uma federação de associações médicas.

Ademais, pela natureza e meio utilizado na ADPF442 para legalizar o aborto, estamos diante da possibilidade [juridicamente mais lógica] de declaração de inconstitucionalidade dos artigos penais que proíbe o aborto. O STF não escreve novos artigos legais ou cria parâmetros legais, isso é legislar positivamente. Ou seja, não se trata de legalizar o aborto somente até a 12 semana de gestação mas de possivelmente legalizar o aborto sem limites de idade gestacional.

Mas, se o STF atender ao pedido do PSOL na íntegra, legalizando apenas até 12 semanas [uma atuação positiva que os próprios ministros insistem dizer que não podem fazer], isso seria uma situação temporária. Como mostra a história recente em inúmeros países, é uma ladeira escorregadia. Primeiro se legaliza até 12 semanas, depois alteram para 16, 20, 22 e até que não se impõe mais limites para prática do aborto “sob vontade da gestante”.

Vemos tanto na peça disponível no processo eletrônico do STF para ADPF442 quando no site da Febrasgo, que eles estão cientes do risco de ser decretada a inconstitucionalidade dos artigos 126 e 128 do Código Penal que é na prática, a legalização do aborto até 9 meses de gestação (sem restrições de idade gestacional).

É o fim da medicina?

Aos pacientes, surgirá imediatamente a pergunta: “Como confiar que o parto de nossos filhos será bem assistido?” Bom, cabe destacar aos leitores, para que não se apavorem, que a Febrasgo apenas se tornou um órgão de militância, sofreu influência de planos de organizações internacionais [conforme comprovamos pelas palavras dos próprios mentores da estratégia] e, na prática, no mundo real, fora das ideologias, a maioria dos médicos associados que sustentam esse circo são bons médicos e também são vítimas dessa infiltração ideológica, pois a maioria discorda completamente das posições pró-legalização do aborto. Inclusive é frequente sabermos de hospitais brasileiros, em que mesmo no caso do aborto de gravidez decorrente de estupro, 90 a 95% dos médicos obstetras do hospital se recusam a fazer esses abortos. Afinal, tornaram-se médicos para salvar vidas e não para estraçalhar e retirar em pedaços, perna a perna, braço a braço, dos bebês nos ventres maternos, pois essa é a realidade do aborto sem eufemismos ou máscaras.

Deste modo, temos uma federação de obstetras e ginecologistas colaborando para o direito de aniquilar um dos pacientes que atendem ao tratar uma gestante em um pre-natal. Parece que na mente desses obstetras, se a mulher deseja ter o filho, ele é considerado uma vida humana. Mas se ela não deseja tê-lo (ou alguém estiver pressionando ela para abortar), então aquele feto deixa de ser considerado uma vida humana. São esses os “parâmetros científicos” e “médicos” desses ilustres “representantes” da classe de obstetras e ginecologistas. Definitivamente, não se tratam de definições e posturas médicas ou científicas, mas de um grande vexame, que já entrou para a história.


1. A instrumentalização da área da saúde pela indústria do aborto no Brasil: o Congresso Mundial FIGO 2018 no Rio de Janeiro e o papel da Febrasgo. Derosa e Gonçalves, 2018. Disponível em http://estudosnacionais.com/2018relatorio01congressofigo/

2. Derosa, M. Estimativa de abortos clandestinos no Brasil e no mundo. Cap 2. In: Derosa, M. 2018. Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades. Ed. Estudos Nacionais.

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